Estar a sós com o Pai

deserto

“Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava”

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Eu entendo porque Jesus retirava-se para os desertos para orar. Em Lucas 5 vemos como multidões o buscavam e como ele tornava-se cada vez mais conhecido. Apesar de atrair muitas pessoas por onde quer que fosse, Cristo sempre buscava momentos a sós para estar com Deus.

“A sua fama, porém, se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava.”

Lucas 5:15,16

Embora o ministério público fosse uma parte muito importante da missão de Jesus nesta terra e algo necessário, pois muitos eram alcançados pela verdade de Deus através das ministrações de Cristo, isso não substituía os momentos a sós com o Pai.

Bem sabemos que Deus está conosco sempre. No entanto, é diferente quando estamos apenas com o Pai, longe da vista de todos. Estar a serviço do Criador é maravilhoso, mas estar com Ele para além de alguma atividade na igreja, simplesmente para conversar e ouvir, é vital.

Eu amo o Pai, tenho aprendido com o Espírito Santo a amá-lo dia após dia, e amo falar com Ele e saber que sou ouvida e que mesmo em minha pequenez, o SENHOR me responde. Há algum tempo o Espírito Santo tem me levado a desfrutar cada vez mais da presença dEle, a senti-Lo e ouvi-Lo. E nunca me sinto só porque sei que Ele está presente. E ao me relacionar com o Espírito Santo percebo como não posso e não quero viver sem a presença dEle.

Por isso, através desse Amigo único e especial, afirmo que entendo porque Cristo procurava desertos para orar. Porque amava estar a sós com o Pai, queria manter a comunhão com Deus, o mais importante de tudo.

O brilho da fama não fez com que Jesus esquecesse da comunhão com o Pai e o poder que ela poderia dar não o desviaram de seu propósito. Ele manteve-se humilde e obedeceu ao SENHOR até a consumação com sua morte na cruz.

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”

Filipenses 2:3-8

O cumprimento do plano de Deus através de Jesus no ministério público de Jesus era uma extensão da intimidade entre Pai e Filho cultivada constantemente. O amor que Jesus mostrou por Deus ao obedecê-lo até o Calvário era cultivado com zelo todos os dias na busca eterna por estar na presença do SENHOR.

Tendo ou não um ministério público, sendo ou não famosos dentro da comunidade cristã, nada é mais importante para nós que estar com Deus. A tarefa que o SENHOR confiar a nós, dons e ter visibilidade não devem jamais ser o foco de nossa vida.

Nenhum reconhecimento humano, ainda que envolva o serviço ao Reino Eterno, vale mais do que o que gentilmente nos foi concedido no lugar secreto de comunhão com o Pai. Desejo sempre estar no deserto de comunhão para onde Deus me levou e onde o tenho conhecido a cada dia mais.

Não importa se somos vistos ou não pelos homens, mas sim se Jesus é visto pelos homens através de nós. Como diz o apóstolo Paulo:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”

Gálatas 2:20

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