“Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias”

No livro de II Crônicas, do capítulo 5 ao 7, é narrada a inauguração do templo construído no reinado de Salomão em Jerusalém. No último texto falei sobre como a glória de Deus, que encheu e resplandeceu naquela construção, também pode brilhar através de nós, templos do SENHOR.
Na reflexão de hoje, avançaremos alguns capítulos de II Crônicas e veremos como a desobediência de Israel levou à escravidão do povo e destruição do templo.
Apesar de ser uma construção grandiosa para os padrões humanos, a obra em si não era o principal para Deus. Para o SENHOR, o mais importante era a fidelidade dos israelitas, como vemos na aliança firmada com o povo.
“E o Senhor apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.
Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo;
E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.
Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.
Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.
E, quanto a ti, se andares diante de mim, como andou Davi teu pai, e fizeres conforme a tudo o que te ordenei, e guardares os meus estatutos e os meus juízos,
Também confirmarei o trono do teu reino, conforme a aliança que fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor que domine em Israel.
Porém se vós vos desviardes, e deixardes os meus estatutos, e os meus mandamentos, que vos tenho proposto, e fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes a eles,
Então os arrancarei da minha terra que lhes dei, e lançarei da minha presença esta casa que consagrei ao meu nome, e farei com que seja por provérbio e motejo entre todos os povos.
E desta casa, que é tão exaltada, qualquer que passar por ela se espantará e dirá: Por que fez o Senhor assim com esta terra e com esta casa?
E dirão: Porque deixaram ao Senhor Deus de seus pais, que os tirou da terra do Egito, e se deram a outros deuses, e se prostraram a eles, e os serviram; por isso ele trouxe sobre eles todo este mal.”
Com base nesses versículos, vemos que a existência do templo estava condicionada à fidelidade do povo e não o contrário.
O templo de Salomão nem se comparava à morada celestial de Deus. Porém, na passagem notamos que mesmo não precisando daquele templo, o SENHOR o escolhe e santifica. O esmero em fazer o melhor para o Pai o agradou, o coração do povo foi colocado ali. E eu acredito que com o nosso melhor comovemos o coração de Deus.
Lembro de quando era criança. Eu tinha o hábito de pegar objetos da minha mãe, embalar de forma improvisada em um presente e entregar para ela feliz, como se fosse algo novo. Eu só estava devolvendo o que já era dela. Mas fazia com tanto amor, que ela recebia com carinho e isso me alegrava.
Também escrevia cartinhas, colocava na caixa de correio e dizia que tinha chegado algo. Ela sabia que era minha, mas fazia suspense na hora de abrir e lia feliz. Eu só estava retribuindo o amor que recebia. Não eram presentes segundo o conceito geral, mas meu coração estava neles.
Esse templo é a mesma coisa. Deus precisava? Não. Mas o amou, porque ali estava o coração do povo. Mas os israelitas se voltaram contra o SENHOR e profanaram o templo, adoraram ídolos, desobedeceram.
Deus havia dito no capítulo 7 que a desobediência acarretaria em destruição. E Ele poderia ter feito isso de imediato, mas não o fez. O povo foi avisado.
“E o Senhor Deus de seus pais, falou-lhes constantemente por intermédio dos mensageiros, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação.”
Deus não tem prazer em nos punir. Ele faz porque nos ama. Vemos isso versículo anterior, como Deus fica entristecido pelos israelitas e pelo templo feito por eles com zelo. É difícil punir quem amamos, mas é necessário. Israel riu dos mensageiros do SENHOR e os rejeitou.
“Eles, porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas; até que o furor do Senhor tanto subiu contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.”
E então, o templo foi destruído, parte do povo foi morta e os sobreviventes escravizados na Babilônia. E isso é profundamente triste.
Considerando o que disse anteriormente sobre hoje sermos o templo de Deus, como você imagina quando o Pai nos vê profanando o templo que Ele mesmo construiu e que morreu na cruz para salvar? Como acha que se sente ao ver o diabo destruir tudo de bom que há em nós e bagunçar a nossa vida? Porque foi isso que aconteceu no templo de Israel e acontece hoje conosco quando damos espaço para o pecado.
Deus afirma no capítulo 7 que protegeria aquele local se o povo fosse fiel. Mas Israel profanou o lugar sagrado e quando o exército da Babilônia invadiu Jerusalém, Deus já não habitava mais ali. O inimigo encontrou a casa desprotegida e destruiu tudo que um dia foi belo.
“Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus jovens à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos; a todos entregou na sua mão.
E todos os vasos da casa de Deus, grandes e pequenos, os tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros do rei e dos seus príncipes, tudo levou para Babilônia.
E queimaram a casa de Deus, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo, destruindo também todos os seus preciosos vasos.”
Não consigo dimensionar o quão triste é para Deus contemplar os inúmeros templos profanados e destruídos andando por aí, perdidos na falsa felicidade e ilusões deste mundo. Mas a boa notícia é que o Pai os fez, os resgatou com seu sangue na cruz e pode reerguê-los. Para isso acontecer, basta:
“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.
Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.
Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.”

Deixe um comentário