Para que os que não veem nada no meio da escuridão que é navegar neste mundo enxerguem o brilho da luz de Jesus

Quando alguém fala que determinada pessoa é um astro ou uma estrela é comum pensarmos que se trata de um famoso. Eu entendo a associação, mas penso que reduz muito o que de fato significa brilhar.
Em Filipenses capítulo 2, versículo 15, na versão Almeida Corrigida Fiel, Paulo escreve: “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”.
Na Nova Versão Internacional, o apóstolo afirma: “Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo”.
Até então, a conotação conferida às palavras “astro” e “estrela” no versículo acima é semelhante à empregada pelos homens, que as utilizam como sinônimo de destaque. Mas para por aí.
Ser estrela para o mundo é apenas destacar-se dos demais, seja por ter uma carreira de sucesso, ser artista, entre outros exemplos. De fato, destacar-se é a característica mais perceptível de uma estrela. Quando olhamos para o céu noturno, não passa despercebido aos nossos olhos aqueles pontos luminosos. Mas creio que o brilho, para além do destaque e beleza, leva a uma importante função dos astros, a de serem guias.
Na infinitude do céu escuro, no meio do oceano em movimento constante, com uma paisagem igual para todos os lados, aqueles pontos fixos brilhantes eram a orientação dos navegantes. E com a ajuda desses luzeiros, atravessaram distâncias continentais. Creio que quando Paulo nos compara com astros resplandecendo no céu pensou nessa função.
Agir como Deus ordena em meio a tantas coisas más desta era chamará a atenção. Para que os que não veem nada no meio da escuridão que é navegar neste mundo enxerguem o brilho da luz de Jesus e sejam tocados por ele. Para que da mesma forma brilhem por onde passarem.
Há um propósito em resplandecer como astros no céu, e não é para nos atender e gerar popularidade para nós mesmos, mas para Cristo. A luz que há em nós serve para conduzir à fonte dela: Jesus.
“Pois assim o Senhor nos ordenou: ‘Eu fiz de você luz para os gentios, para que você leve a salvação até aos confins da terra’ “.
“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.”
Somos como os planetas, corpos celestes que não emitem luz própria, mas brilham por refletir a luz de uma estrela. É lindo observar como Vênus, conhecido como Estrela D’Alva, se destaca antes mesmo dos últimos raios solares terem deixado os céus da Terra. Mas toda a sua luz provêm do Sol, estrela em torno da qual giram todos os planetas.
A nossa estrela é Cristo: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.”
E a luz de Cristo é vida.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.”
“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”

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