Começar é difícil… mas ficar parado é pior ainda

De repente, surge uma ideia e logo vem a empolgação de começar um novo projeto. Porém, antes mesmo de qualquer ação, pensamos “será que vou conseguir?”, “não tenho tempo”, “o que vão achar?”, “não tenho tudo o que preciso”. Queremos tudo alinhado para dar o pontapé inicial e a realidade não é essa.
O Diabo usa muitas formas para impedir que vivamos o propósito e missão que Deus nos entregou. O medo de começar foi o que ele usou para me paralisar por um tempo.
Deus gentilmente deu a cada um de nós dons e talentos para servirmos a Ele. A mim, o Pai concedeu a habilidade para a escrita, o que amo fazer. Em meus devocionais o Espírito Santo já ensinou coisas maravilhosas e registrei as reflexões. Após um tempo, Ele me pediu que compartilhasse minhas anotações. Uma das formas de fazer isso seria através de um site.
No começo fiquei feliz, mas todos os pensamentos que citei antes vieram. Por meses me paralisaram e isso me consumia por dentro. Eu procratinei, porque começar implicava enfrentar os medos que eu queria evitar. Mas então, uma passagem bíblica me despertou.
Em Mateus 25, a partir do versículo 14, Jesus conta a parábola dos talentos. Nela, um homem viaja e, antes de partir, chama os servos e entrega cinco talentos ao primeiro, dois ao segundo e um ao terceiro, segundo a capacidade de cada um.
“E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois. Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
Aqueles que multiplicaram o que receberam foram chamados servos bons e fiéis. Mas o que escondeu o talento, mau e negligente. Este ainda alegou medo jogando a culpa em seu senhor, afirmando que era rígido demais.
“Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.
Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.
Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.
Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Essa passagem me chamou a atenção para o peso da responsabilidade que temos para com o que Deus nos entrega. Não devemos enterrar o que o Pai nos confia em hipótese alguma ou usá-lo apenas para os nossos próprios interesses. Quantos não estão deixando de servir a Deus com suas habilidades pelo medo do que pensarão ou as usando apenas para benefício próprio? Como os servos da parábola, prestaremos conta do uso que fizermos dos talentos e tempo que Deus nos deu.
Para além da punição, não empregar nossas habilidades em prol do Reino de Deus nos entristece. Há tempos estava angustiada pelo medo de começar e não servir ao Pai com o que tanto amo fazer: escrever. No entanto, quando comecei a tomar ações concretas para levar este site ao ar e a escrever este texto, me senti viva ao cumprir o que Jesus nos chamou para fazer: anunciar o Evangelho a toda criatura.
Quando finalmente agimos, notamos como não tem o menor sentido esperar pelas condições perfeitas para fazer algo. Esquecemos que muitas coisas aprendemos em processos. Saber andar, ler, falar, dirigir, entre tantas outras habilidades não sabíamos nada, tínhamos o básico para começar e fomos.
Idealizamos demais os começos. Pode ser o medo da opinião alheia, o que os outros pensarão se não conseguirmos, a soberba de querer ser perfeito e não correr o risco de falhar que nos fazem procrastinar. Seja qual for, o tempo está passando. E quando não houver mais segundo algum para realizar algo, nenhum desses motivos será maior que o arrependimento de não ter feito nada.
Aos que lidam com esse problema: é possível superar o medo de começar através da força que o Espírito Santo nos dá. O objetivo não é agir de qualquer forma. Servir a Deus exige responsabilidade e zelo. Porém, há uma diferença entre iniciar e pedir a Ele auxílio para entregar o melhor e fazer algo sem cuidado algum.
Nós nunca estamos preparados, mas o SENHOR nos capacita. Não estamos sós na caminhada, porque o nosso bom amigo Espírito Santo está aqui para nos ensinar e ajudar a prosseguir.

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